Quando falamos em educação utilizando-se da internet como ferramenta, reconhecemos que a comunicação através dela perpassa as meras demarcações de territórios, abrindo um leque de oportunidades para o seu usuário e, se manejada da forma correta, poderá contribuir para a autonomia, o desenvolvimento crítico e a atuação sobre o mundo. Pensando na internet como instrumento para a EJA, ela tem o poder de levar o aluno, até então excluído do meio social, a atuar no mundo utilizando a tecnologia que o cerca diariamente. Pode-se exemplificar essa interação com o mundo através de atividades facilitadas pelo uso da WEB como: verificação de saldos e pagamento de faturas, agendamento de atendimento através do site do Instituto Nacional de Seguridade Social, pesquisas sobre determinado assunto de interesse, dentre inúmeras possibilidades proporcionadas pela tecnologia porque oferece rapidez, conforto e praticidade às atividades. E os interesses que permeiam essa novidade são interesses do cotidiano do próprio aluno da EJA que realiza essas atividades no cotidiano de seu dia a dia. E a partir do momento em que ele apresenta maior desenvoltura no simples ato de sacar o pagamento no terminal de atendimento eletrônico sem a ajuda de outras pessoas sua autoestima se eleva e caminhos e o próprio horizonte se abrem. Neste ponto pode-se até afirmar que a utilização das tecnologias resulta em poder, consequentemente retoma-se o início desta fala: tecnologia é sinônimo de inserção digital que resulta em inserção social.
Quando se fala em conectar-se ao mundo engloba-se todas as mídia digitais interativas
(celular, computador, telefone), mídias estas que oferecem inúmeros benefícios também à aprendizagem, mas que também requer uma aprendizagem permanente, o que também é pautado na Educação de Jovens e Adutos, além do que, estar inserido no mundo é acompanhar constantemente suas mudanças e adequar-se a elas.
Kenshi explica esse aprendizado constante porque a “aprendizagem por toda a vida torna-se conseqüência natural do momento social
e tecnológico em que vivemos... a sensação é a de que quanto mais se aprende mais há para
estudar..."
Partilhando então do pensamento que a internet e a EJA devem caminhar juntas, a educação depara-se com a necessidade de não mais formar apenas sujeitos ativos, mas agora sujeitos que sejam pesquisadores e que tenham consciência do papel fundamental que exercem em sua própria aprendizagem.
Por fim, a internet é uma ferramenta de encantamento, que pode despertar a curiosidade do jovem, adulto e mesmo idoso, refletindo em seu desempenho na sala de aula.
Kenski completa sobre o uso dessas novas tecnologias em sala de aula afirmando que se “...bem utilizadas, provocam a
alteração dos comportamentos...levando ao melhor conhecimento e
maior aprofundamento do conteúdo ”
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